Portugal Motorsport Awards 2012

No cenário grandioso do  Curia Palace Hotel & Spa realizou-se a 28 de Janeiro o almoço anual do site Portugal Motorsport , durante o qual são atribuídos troféus a personalidades que se distinguiram em actividades relacionadas com o desporto automóvel em Portugal. Pilotos, jornalistas, técnicos e empresários do sector constituem o leque de opções onde os organizadores, Artur Lemos e Luis Caramelo, vão procurar as figuras que melhores e mais relevantes serviços têm prestado ao automobilismo nacional. 
Na edição deste ano foram homenageados Ernesto Neves, Augusto Palma, Pedro Lamy, Salvador Caetano e Domingos Piedade, nomes de referência na actualidade e no passado que dispensam qualquer comentário adicional.
Parabéns aos premiados e parabéns também à Organização, que presta assim mais um importante serviço ao desporto automóvel português.


"Nené", com o troféu 2012, entre Artur Lemos e Luis Caramelo, os organizadores do evento.






Interlagos 1972

Uma equipa portuguesa (Team Palma, pois claro) deslocou-se ao Brasil em 1972 para disputar os 500   Km de Interlagos, no estado de S. Paulo, uma das mais prestigiadas provas do calendário internacional de resistência da época. Na foto de baixo, Carlos Azevedo, Artur Passanha, Ernesto Neves e Carlos Santos aparecem como sendo os pilotos de serviço. Na imagem maior aparecem também Augusto Palma e Eduardo dos Santos (Aurora), os grandes preparadores da época, junto com alguns dos mecânicos e demais colaboradores da equipa. 



Uma Oficina de Sonho

Modena? Maranello? Le Mans? Silverstone?
Nada disso. Apenas as instalações de "Palma & Morgado", em Lisboa, durante um fim de semana de corridas na década de 50. Tratava-se de uma oficina autorizada oficialmente pela Ferrari e Jaguar, duas das marcas que então dominavam o cenário das corridas de automóveis a nível mundial.
Com tal "background", não admira que o Team Palma - criado uma década depois - tenha sido a estrutura dominante do automobilismo de competição em Portugal desde o final dos anos 60 até à sua extinção, em 1973.


Team Palma

Artigo de Helder de Sousa na revista "Automóveis Clássicos" de Fevereiro de 2004. Aqui se faz também um pouco da história do Team Palma, do qual se pode ver, à direita, uma das suas formações mais bem sucedidas: Luis Fernandes, Ernesto Neves, Augusto Palma, Miguel Rau e Francisco Santos.
(clique nas imagens para aumentar)

Campeões Galp

Equipa Campeões Galp 1998 / 2000


"O ano de 1999 consolidou a equipa Campeões Galp como a mais mediática e responsável por mais de 37% de todo o retorno do evento AXA Golden Cup, prova na qual participaram cerca de 40 equipas. Promovida pela editora Talento, de Francisco Santos – também ele um dos “velhos campeões” - esta equipa é constituída por antigos campeões nacionais, com uma média de 52 anos de idade, que no conjunto conquistaram um total de 42 títulos. Talvez por isso, empresas como a Petrogal e a Mandata (Cristais Península) continuam a ser os seus principais patrocinadores, às quais se juntam este ano empresas como as produtoras gráficas CSS (pré-impressão) e Impressus (impressão digital), bem como a SKF (rolamentos), a Homem Magazine e a Américo Vaz (radiocomunicação)."
 Ernesto Neves era um dos Campeões Galp, juntamente com "Nicha" Cabral, António Peixinho e outros.
(Notícia de "Meios & Publicidade)

O Renascer

 Esta Montesa 250 foi importada em finais dos anos 70 por Ernesto Neves, juntamente com outra idêntica para "MêQuêPê", tendo ambas participado no processo de introdução do "todo-o-terreno" em Portugal. Depois de muito usada, a moto ficou "adormecida" durante três décadas até que reapareceu recentemente depois de recuperada na Moto Fole, em Salvaterra. Voltou agora ao seu proprietário de sempre, depois de limpa e recuperada.








Revista TURBO, Setembro de 1995

Reportagem da revista TURBO nº 168, de Setembro de 1995. A travagem do Maserati Ghibli amarelo  de Ernesto Neves nos limites, diz tudo.



1970, um Ano de Mudança

No princípio de 1970 chegam a Portugal os primeiros Formula Ford encomendados pelo Team Palma à Lotus Cars. Tratava-se do modelo 61M, que tinha sido apresentado no Racing Car Show de 1969 e que dispunha de um motor Holbay com pouco mais de 100 cavalos de potência, acoplado a uma caixa de velocidades Hewland MK6.
Na imagem de cima, um grupo de "fórmulas" recém chegados a Lisboa aguarda processamento alfandegário (foto de Ernesto Neves).
No final do ano, chega o momento de o Team Palma se desfazer dos Escort Twin Cam, que tanto sucesso obtiveram durante as duas épocas anteriores. O anúncio do "Motor" reflecte isso mesmo. (colaboração de José Mota Freitas).
Na publicidade da Sacor dá-se conta das 3 vitórias conseguidas por Ernesto Neves no circuito de Vila do Conde 1970.


Cinquenta Mil!

Este blogue acaba de ultrapassar a marca dos 50 mil leitores, número verdadeiramente significativo, particularmente se tivermos em conta que a carreira desportiva de Ernesto Neves terminou há quase 40 anos. É assim mesmo. As lendas não têm limite de idade.
Para celebrar a efeméride, nada melhor que ilustrar este texto com o símbolo da vitória, a coroa de louros. E não estão aqui todas. Longe disso.


















Em Repouso

Durante demasiado tempo (vários anos) o Lotus 62 repousou em várias garagens de Lisboa até que, em 1995, encontrou um novo proprietário depois de Ernesto Neves ter colocado um anúncio de venda numa conceituada revista inglesa da especialidade, Classic Cars. Estas são imagens inéditas relativas a esse período.


Selenia Ghibli Open Cup 1995

Em 1995, Ernesto Neves participou na sua última corrida "a sério", tripulando um Maserati Ghibli na prova da Selenia Open Cup disputada no Autódromo do Estoril. Depois de uma paragem de 22 anos, "Nené" voltou aos circuitos  e mostrou que o essencial ainda "estava lá", como o comprova o excelente 8º lugar obtido na corrida, depois de ter sido 11º nos treinos. Outro veterano, Arturo Merzario, seria o vencedor.


Ainda o Lotus 62

Em Junho de 1990, a revista inglesa Thoroughbred & Classic Cars publicou um curioso texto sobre os Lotus 62, ilustrado com a imagem que aqui se junta. Graham Arnold, o Presidente do Clube Lotus, faz o seguinte comentário:
"Colin Chapman pediu a Jim Endruweit para levar um chassis de Lotus 47 para as instalações do Team Lotus. De seguida, foram criados dois protótipos sem recurso a quaisquer desenhos ou planos, tendo apenas como referência  a base do 47. Em ambos os chasssis foram instalados motores Lotus LV/240 de 16 válvulas, construídos a partir de blocos Vauxhall. Lembro-me que quando os carros começavam a ganhar forma, de cada vez que eram testados regressavam à base para colocarem mais um conjunto de apêndices aerodinâmicos destinados a manter a estabilidade do conjunto. Mais tarde, os dois Lotus 62 foram entregues a John Miles e Brian Muir, que com eles participaram em várias provas, sem grande sucesso. John Miles dizia que, em relação à potência disponível, este era um dos carros mais lentos em linha recta que alguma vez tinha conduzido e que, provavelmente, todo o conceito da parte frontal estaria errado, uma vez que este Lotus tinha uma incontrolável tendência para levantar voo". 
No final do texto, Graham Arnold assegura que o chassis T62/01 estava nos EUA, enquanto que o T62/02 tinha sido vendido para uma colónia portuguesa em África (Angola) e estaria agora de volta a Portugal. 
Esta versão é confirmada por Ernesto Neves, que voltou a ser proprietário do carro pouco depois do seu regresso a Portugal, na década de 70, e o manteve até 1995, altura em que o Lotus 62 foi vendido para o Japão.
Na imagem, obtida no Hipódromo de Cascais, é o cavaleiro olímpico António Vozone quem voa por cima do Lotus 62.

Há mais de 40 anos no ACP!

Quantos clubes se podem gabar de ter sócios tão antigos? Mário Madeira era o presidente do maior clube português de sempre em 1969.






Lotus 62 - 25 anos em Portugal

Em 1969 a Lotus Components produziu dois exemplares de um chassis a que atribuiu a designação de modelo 62, concebidos por Martin Waide para serem conduzidos por John Miles e Brian Muir. Equipados com motores derivados do bloco Vauxhall 2.0, os Lotus 62 cedo viriam a revelar-se relativamente pouco competitivos e com sérios problemas de aerodinâmica.
 Em 1970, o Team Lotus publicou numa revista da especialidade um anúncio de venda para ambos os carros, tendo um deles (62-02) vindo para Portugal para ser conduzido por Ernesto Neves, que com ele conquistou uma impressionante série de vitórias.
Em 1973, Ernesto Neves e o  Lotus 62 vencem o circuito de Moçâmedes, acabando o carro por ficar em Angola depois de vendido a um piloto local. Mais tarde, depois de ter sofrido um violento acidente, o Lotus volta para Lisboa e acaba por ser comprado por Américo Costa, um dos mais activos e eficientes mecânicos das oficinas de Palma e Morgado, que o recupera quase completamente (o motor ficou com  problemas de ignição). De seguida volta para a posse de "Nené", que o mantém até 1995, altura em que coloca no boletim do Clube Lotus e na revista Autosport um anúncio para a sua venda. Um coleccionador japonês fechou o negócio e presume-se que o Lotus 62 continue ainda hoje a disputar provas no Japão.
Veja-o aqui num vídeo realizado no circuito de Fuji, em 2010
http://youtu.be/_SiBZv0pTXI





 Em 1969, com John Miles ao volante. Note-se a profusão de apêndices aerodinâmicos destinados a impedir que o carro "levantasse voo".