Happy Birthday!

A festa foi lindíssima. O local (Clube de Polo Santo Estevão), as pessoas, o almoço (de comer e chorar por mais...), e até mesmo a música expressamente "pimba"que convidava ao pé-de-dança. Choveu um pouquinho, para confirmar que "festa molhada é festa abençoada", mas foi o ambiente de incontida  alegria que acabou por ser a nota dominante desta tarde irrepetível. Claro que algumas pessoas se questionaram sobre o rigor na colocação dos números que decoravam o bolo de aniversário mas aqui, como de resto em tudo na vida, a ordem dos factores revelou-se também absolutamente arbitrária. 
Parabéns, Nené, por mais este aniversário e pela forma generosa e solidária como o assinalaste. Aquele ramo de flores, oferecido por aquela velhinha, deve ter sido o teu mais valioso presente desde há muitos anos.
O teu amigo
Z

PS - Junto uma musiquinha que uns rapazes do nosso tempo gravaram para a tua festa. São jeitosos, embora um bocado barulhentos.


Poster

Poster do jornal "Motor" de 7 de Setembro de 1972

Efeitos Colaterais, em Moçâmedes

Durante o Circuito das Festas do Mar de 1973, em Moçâmedes, o "paddock" (ou algo parecido) era frequentado por algumas interessantes celebridades locais e outros visitantes. Na imagem vemos "Riquita"(Miss Portugal 1971), "Dico" Mendes de Almeida, Maria José Pegado e Paulo Pizarro.

A Tentação

Dizia Oscar Wilde que "era capaz de resistir a tudo, excepto a uma tentação". Pois aqui damos conta da demoníaca tentação que Hugo Ribeiro da Silva, da Soc. Com. C. Santos - Porto, deixou na garagem de Ernesto Neves  para ficar à sua disposição durante alguns dias. Sabe-se que "Nené" também não é muito bom a resistir a tentações, por isso aguardamos com expectativa os resultados deste invulgar "test drive".



De Novo no Estoril

A última vez que Ernesto Neves rodou num autódromo  foi para participar nas 6 Horas do Estoril de 2007, uma prova de carros "históricos" em que partilhou a condução do Jaguar "E" com Carlos e Miguel Barbosa. São dessa prova as imagens que aqui se junta, para recordar essa corrida e para informar que "Nené" voltará a rodar no Estoril no próximo dia 27 de Março, a convite da Club Racing, a entidade organizadora do Vila do Conde Revival. Com que carro?




Volta a Portugal 1970

Partida da equipa Ernesto Neves / Raposo de Magalhães, em Lotus Elan, para a Volta a Portugal de 1970. Empunhando a bandeira nacional e dando o sinal de largada está o Conde de Monte Real, figura do maior relevo da sociedade portuguesa e do automobilismo nacional, cuja vida privada irá em breve cruzar-se com a de "Nené". Mais tarde, o carro com o número 3 abandonaria a prova devido a avaria mecânica.

Luis das Neves

O irmão mais velho, Luis, foi durante muito tempo uma referência e inspiração para a vida e carreira desportiva de Ernesto Neves. Desaparecido precocemente, aqui fica um registo de uma curta mas intensa existência e de uma personalidade que deixou muitas saudades.


Em cima, Luis das Neves visto por Luis Bívar. À esquerda , os irmãos Neves no "Caixote", em Cascais, e, à direita, em Vila Moura

Em cima, à esquerda, com "Manecas" Mocelek e, à direita, com "Mané" Nogueira Pinto. Em baixo, com "Nicha" Cabral e Margarida Vinhas



 O início da carreira, em moto. No circuito de Monsanto e com a Gilera então utilizada.

XI Rali Internacional do ACP, 1964, em Alfa Romeo



"Mané", "Manekas" e os Stanguellini

"Mané" Nogueira Pinto e Manuel "Manekas" Mocelek eram companheiros inseparáveis de Luis das Neves quando este vivia no Luxemburgo e juntos percorriam alguns países da Europa central para disputarem corridas de automóveis. Os "Stanguellini" de Formula Junior foram a "arma" escolhida para essa missão, tendo Mocelek  vencido uma corrida em Paris e Nogueira Pinto seria o vencedor da corrida de suporte do Grande prémio do Porto de 1958. Estava-se na década de 50 e Ernesto Neves ainda não tinha passado da bicicleta.
Estes carros eram produzidos pela família Stanguellini, em Itália, e vinham equipados com motores Fiat 1100. Cerca de cem exemplares foram produzidos entre 1958 e 1963, tendo servido de veículo de aprendizagem a nomes como Von Trips e Lorenzo Bandini, entre outros.

Américo de Jesus Costa

No dia em que trágica e brutalmente o Américo nos abandonou, aqui deixo sentida homenagem e reconhecimento pelos muitos serviços prestados. Sem ele, nem o Team Palma nem a minha carreira desportiva teriam tido a dimensão e o sucesso que tiveram. À família, aos amigos e, de uma forma geral, aos entusiastas pelo desporto automóvel em Portugal, envio esta manifestação de pesar que é também uma sincera manifestação de gratidão.  
Obrigado por tudo, Américo. Descansa em Paz
Ernesto Neves

A Nova Vida do Lotus 62

Vendido a um coleccionador japonês há quase duas décadas, eis que reaparece o Lotus 62 com o qual Ernesto Neves tantas vitórias conquistou. As cores do Gold Leaf Team Lotus voltam a "dar vida" a um dos mais belos e bem sucedidos carros de competição que animaram os circuitos portugueses nos anos setenta. Recorde-se que apenas dois exemplares deste modelo foram produzidos, facto que muito os valoriza no mercado internacional de automóveis históricos. Pode ser que um dia regresse ao local onde foi tão feliz.
Um belíssimo carro em qualquer parte do Mundo. Mas seria ainda mais bonito se continuasse por cá.


Os "Acidentes"

Em tempos alguém perguntou se Ernesto Neves alguma vez teria sofrido um acidente sério. Aqui se comprova que teve alguns, com vários graus de gravidade. A diferença é que, em vez dos muitos cavalos dos automóveis, estes acidentes eram provocados por um apenas. Para saber mais sobre esta e outras aventuras basta seguir o link "A Outra Paixão" na barra lateral deste blogue.

"E pensar que andei tantos anos a correr em automóveis sem sofrer um arranhão..."


"Troféu"

O fabricante de miniaturas "Troféu" pretende fazer uma reprodução à escala 1/43 do Ford Escort TC com que Ernesto Neves participou no circuito de Vila Real de 1969 e que aqui se documenta. Falta identificar o autocolante que se apercebe na base da porta do carro de "Nené" e no tejadilho do carro idêntico de António Peixinho. Alguém pode ajudar?
"Nené" em Vila Real. Que diz a inscrição por baixo da porta?
António Peixinho, em Montes Claros. Que diz o autocolante no tejadilho?


Foi Há 45 Anos

Parece que foi ontem, mas completam-se este mês 45 anos sobre a vitória de Basílio dos Santos / Ernesto Neves na XVI Volta a Portugal, ao volante do Porsche 356 SC de "Nené". Com o prémio do vencedor, 25 contos, este iria financiar a compra do seu Mini Cooper e começar a conquistar as suas primeiras vitórias a "solo". A "base" circular branca que se vê sobre o "capot" dianteiro não se destinava a servir de fundo ao número do concorrente, mas antes a "esconder" o enorme "crest" da Porsche que "Nené" mandou colocar e que  pode ver-se numa outra fotografia, mais em baixo. As organizações consideravam esse emblema como publicidade e, como tal, não o autorizavam.







A Próxima Geração

Assegurada que está a continuidade do ADN (N, de Neves) na próxima geração, eis que uma outra se anuncia. Os genes estão todos lá, basta olhar. E garantem que vai ser para andar depressa. Muito depressa.

A Despedida do "62"

O Lotus 62 representou uma evolução do Lotus 47 , o qual em 1969 já se vinha a revelar pouco competitivo face aos Chevron e outros carros da época . Martin Waide desenhou este chassis para a Lotus Components e com ele foram construídos dois protótipos para servir de base aos testes do novo motor LV240 de 2 litros , derivado do bloco Vauxhall . Um desses chassis acabaria por vir para Portugal , foi integrado no Team Palma  e proporcionou a Ernesto Neves um grande número de sucessos . Após a vitória deste no circuito de Moçâmedes de 1973 , o carro viria a ser vendido a um piloto local , Valdemar Teixeira , que acabaria por o destruir num acidente durante uma prova em que o carro tinha o número ... 62 ! Mais tarde , após a independência de Angola , o Lotus 62 regressou a Portugal , foi reconstruído por um ex-mecânico do Team Palma ( Américo ) e  vendido a Ernesto Neves , que o manteve até meados da década de 90 , altura em que o vendeu a um coleccionador estrangeiro . Neste momento supõe-se que estará no Oriente e que continua activo , nomeadamente em provas de clássicos .
Na imagem de baixo , obtida à partida para o Circuito de Moçâmedes de 1973 , Ernesto Neves aparece junto do Lotus 62 , na companhia de Maria José Pegado e Augusto Palma . Esta seria a última vitória da carreira de "Nené" e deste invulgar carro de competição .
  

A Colecção

Esta notável colecção de jornais "Motor" , cobrindo todo o período ( 1963 / 73 ) em que Ernesto "Nené" Neves desenvolveu a sua brilhante carreira desportiva , foi por ele oferecida ao autor deste blogue para servir como elemento de consulta para actuais ou futuros trabalhos relacionados com aquela que terá sido a época dourada do automobilismo de competição em Portugal . Nomes como Baptista dos Santos , Filipe Nogueira , Avelãs Coelho , Domingos Piedade , entre muitos outros , deram vida a centenas de páginas deste jornal , partilhando o seu saber e as suas opiniões com uma geração inteira de incondicionais  aficionados das corridas de automóveis .
Parafraseando o slogan de uma conhecida marca de relógios , nós nunca somos de  facto proprietários de um património destes ; limitamo-nos a guardá-lo e a preservá-lo para a próxima geração .

Ralph Broad ( 1927 - 2010 )

Ralph Broad , que faleceu recentemente no Algarve , era engenheiro mecânico e foi o fundador da "Broadspeed", em 1962 , uma bem sucedida empresa especializada em preparar "minis" para competição , tanto em rali como velocidade . Foi lá que Ernesto Neves transformou o seu Cooper S , tornando o conjunto praticamente imbatível em Portugal . Conta "Nené", que no dia em que foi à Broadspeed buscar o carro ,  este andava ainda  a ser testado e nele tinha sido montada uma enorme ponteira de escape , obviamente provisória , que deveria ser ajustada antes da entrega . Mas a pressa de trazer o "mini" era tal que o carro veio mesmo assim e depois fez "escândalo" nas pistas portuguesas , onde nunca ninguém tinha visto nada parecido . Houve quem dissesse que era para "aumentar a eficácia" mas tal não era verdade . Foi esquecimento mesmo .
Ralph Broad viveu os últimos 30 anos da sua vida no Algarve , onde tinha montado uma empresa de construção de lareiras fechadas , vulgo recuperadores de calor  .



"Nené" estreia o Cooper Broadspeed na Rampa da Pena , em 1966  . Vitória na classe e 2º lugar absoluto , logo atrás do Ferrari GTB/C de Aquiles de Brito .  Diz o jornal "Motor" que "acaba de nascer uma estrela" . E tinham razão .