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Circuito Nacional do ACP 1972

Em Setembro de 1972 disputou-se no recentemente inaugurado Autódromo do Estoril o Circuito Nacional do ACP. "Nené" venceu as corridas de Fórmula Ford e GT / Desporto. Teria também vencido a prova de Grupo 1 se o Camaro o não tivesse atraiçoado a poucas voltas do fim.
Fotografias da colecção Gonçalo Macedo e Cunha

A cerimónia da vitória no pódio de GT / Desporto entre "Lumaro" e Miguel Correia

                                                    À partida para a corrida de Fórmula Ford no Lotus 69 Novamotor

Camaro

Chevrolet Camaro Z28, 1972



Vila do Conde 1972

Um circuito para esquecer por tristes razões mas que ainda assim proporcionou algumas boas imagens como esta obtida por Manuel Menéres nos "esses" do jardim.


Fórmula 3

Corrida de Fórmula 3 no Autódromo do Estoril 1972
Foto de Manuel Menéres


Vitória no Estoril

Autódromo do Estoril, Novembro de 1972. Corrida de Grupo 1. A "armada" BMW ("Nicha" Cabral, Carlos Santos e Christian Melville) tenta aproveitar a fraca partida de Ernesto Neves para conquistar alguma vantagem mas de pouco lhe valeria a estratégia pois só Carlos Santos viria a terminar a prova num modesto quinto lugar. O Alfa Romeo GTV de Bernardo Sá Nogueira foi o único a dar luta ao Camaro Z28, terminando no segundo lugar a pouco menos de três segundos do vencedor, Ernesto Neves.
Nesta prova participou também o consagrado piloto inglês Gerry Marshall, em Vauxhall Firenze 2.3, mas as suas prestações ficaram aquém do esperado.


E lá se foi mais um Campeonato!...

Teria sido o décimo Campeonato Nacional de Velocidade para Ernesto Neves, mas o destino tinha outros planos. Na corrida de Novembro de 1972 disputada no ainda inacabado Autódromo do Estoril, "Nené" só tinha que levar o Lotus 62 até ao final e garantir assim a pontuação mínima necessária para conquistar o Campeonato da categoria. Porém a bomba de água do motor recusou-se a colaborar e ditou o abandono do Lotus. John Lepp, em Chevron B21 venceu a corrida e Américo Nunes sagrou-se Campeão Nacional.
Na imagem de cima são reconhecíveis o Chevron B21 (nº41) de Trevor Twaites e o "velho" Lotus 47 do Team Palma tripulado na ocasião por "Lumaro".



Rampa da Pena 72

O Lotus 62 de Ernesto Neves, recordista absoluto da Rampa da Pena, aqui fotografado durante a edição de 1972. O tempo registado, que ainda hoje continua por bater, foi de 01´50:35. O concorrente que mais se aproximou deste registo foi um tal … Ernesto Neves, mas ao volante de um Lotus Fórmula Ford, com 01´52:27.

Fotografia de João Lacerda


Consagração no Estoril

Em Novembro , voltam as corridas ao Autódromo , para terminar oficialmente a época de 1972 . Desta vez o Camaro aguenta o esforço e Ernesto Neves vence a corrida de Grupo 1 , sagrando-se "in extremis" Campeão Nacional .

Na corrida dos Fórmulas destaca-se a presença dos bem competitivos Fórmula Super V , claramente mais rápidos que os Ford . Mesmo assim , "Nené" consegue um lugar na primeira fila da "grelha" , logo depois de Hotz e Leonhard , ambos em Super V . Porém , à quarta volta , Ernesto Neves abandona , alegando instabilidade do carro . Na prova dos Grupos 3 , 4 e 5 , o Lotus 62 vai medir forças com meia dúzia de Chevrons B21 e mais alguns Lola T212 , conseguindo um honroso quinto lugar nos treinos e uma "performance" interessante na corrida , mas acabaria por desistir devido a avaria .

Brands Hatch Fórmula Ford


Em Outubro de 1972 , os melhores pilotos de Fórmula Ford de 18 países encontram-se em Brands Hatch , Inglaterra , para um Festival Internacional de Fórmula Ford onde participam 36 concorrentes . A representação portuguesa fica a cargo de Ernesto Neves , em Lotus 69 Novamotor , e Santos Mendonça , em Merlyn MK20  Scholar . Durante a corrida , "Nené" anda sempre junto dos mais rápidos e acaba num honroso 7º lugar , atrás de Larry Perkins , um australiano que chegaria à Fórmula 1 . Santos Mendonça abandona , traído pela mecânica , mas a equipa portuguesa mostrou-se claramente à altura das circunstâncias .


Jornal "Motor" , 26/10/1972


Quinto lugar nos treinos . Not bad , really .

Dose Dupla no Monte do Faro

A época de 72 aproxima-se do fim e o "circo" dos campeonatos nacionais desloca-se até ao Minho , para disputar a subida do Monte do Faro , cerca de 2 km de alcatrão ( em mau estado ) e paralelipípedo . Para não variar , "Nené" vence a Fórmula Ford e a prova dos  Grupos 3,4 e 5 , conquistando a vitória absoluta e um novo record , com o Lotus 62 . Quanto ao Grupo 1 , o Camaro voltou a não colaborar , desta vez devido a uma avaria na caixa de velocidades , o que levou o Team Palma a ponderar uma tranquila passagem à reforma do "grande amigo" americano . Que , no entanto , ainda não estava totalmente "arrumado" , como adiante se verá .

O Lotus 61 M a caminho da vitória . Reparem bem no piso e imaginem o "conforto" dentro do habitáculo .
A parte mais "suave" da subida era formada por alcatrão irregular e a estrada era limitada por uns bem visíveis e ameaçadores "mecos" de granito . Só recomendável a gente com "coração" muito forte .
Talvez o Camaro tivesse a suspensão mais confortável para este tipo de piso , mas parece que a caixa de velocidades não terá gostado do excesso de vibrações .

Circuito Nacional do ACP

Em finais de Setembro  disputa-se , num Autódromo do Estoril ainda longe de completo , o Circuito do ACP , que vai trazer um pouco "mais do mesmo" ao limitado panorama automobilístico nacional . Na primeira corrida , Grupo 1 , Ernesto Neves parte da "pole position" e rapidamente se afasta da concorrência , formada por "Nicha" Cabral e Carlos Santos , em BMW 2002Tii , e Ribeiro de Sousa , em Alfa Romeo 2000 GTV , entre muitos outros . Mas  à 7ª volta , quando travava para os "s" , "Nené" ouviu um "estalar" de qualquer coisa e ainda pensou que teria problemas com um pneu . Parou na box , para inspeccionar , e logo se constatou que o semi-eixo traseiro esquerdo tinha partido . Fim de corrida para o Camaro e vitória para "Nicha" . Passando à prova dos Grupos 3,4 e 5 , encontramos os "suspeitos do costume" , excepção feita ao Chevron B21 de Carlos Gaspar , que se revelou o mais rápido nos treinos . Porém , durante a corrida "Nené" não deu hipóteses ao bem mais competitivo Chevron de Gaspar , acabando por ultrapassá-lo na terceira volta para não mais largar a liderança . Finalmente , realizou-se a corrida de Fórmula "Livre" , assim designada por incluir 8 Fórmulas Ford , 8 "Vês" e ainda mais 8 carros da Fórmula 1430 espanhola , formando uma original e lusitaníssima "grelha" . Uma vez mais , "Nené" chega em primeiro , completando o "hat trick" do costume .
O Chevron B21 de Carlos Gaspar ainda vai na frente , mas vai perder a posição para o Lotus de "Nené".
Partida para a corrida de Grupo 1 . "Nené" sai da  "pole" , tendo a seu lado o Alfa GTV de Ribeiro de Sousa e o BMW de "Nicha" Cabral .


O Camaro já lá vai , BMWs e Alfas fazem a perseguição . Mas , no final , seria o carro nº 25 a fazer a festa .


De Volta a Interlagos

Terminado o circuito de Vila do Conde , um "team" alargado , formado pelas equipas "Palma" e "Aurora" , vai atravessar o Atlântico , para disputar os 500 km de Interlagos , prova que se disputa no fim de semana seguinte , a 3 de Setembro . Obviamente , carros e pilotos não têm sequer tempo para recuperar dos esforços de Vila do Conde , muito menos para se prepararem convenientemente . Em qualquer dos casos , a concorrência era tão forte que a representação portuguesa a mais não ambicionava do que a uma prestação condigna . A "maquinaria" nacional era composta pelo Lotus 62 de "Nené" e pelo obsoleto Lotus 47 de Carlos Azevedo , do Team Palma , e os Porsche 907 e 906 de Carlos Santos , tripulados pelo próprio e por  Artur Passanha , assistidos pela "Aurora" . Augusto Palma , Eduardo Santos , Pedro Rasteiro e o mecânico David completavam a "embaixada" portuguesa . A corrida foi ganha por Reinhold Joest , em Porsche 908/3 , um nome que viria a fazer mais sucesso como director de equipa do que como piloto e que em Interlagos obteve a sua primeira vitória internacional . Luis Pereira Bueno , em Porsche 908/2 e , Herbert Muller , em Ferrari 512M , completavam o pódio . Ernesto Neves seria o melhor classificado dos portugueses , terminando em 9º lugar , uma "performance" brilhante , se atendermos à qualidade dos carros em pista e ao facto de os portugueses estarem desgastados pela viagem e pela agitadíssima vida nocturna de S. Paulo .
A equipa , à partida para S. Paulo . Em pé : Pedro Rasteiro , Carlos Azevedo , "Nené" , Manuel Palma , Artur Passanha , ? , David . De joelhos : Augusto Palma , Carlos Santos e Eduardo Santos . A presença de Manuel Palma nesta fotografia , abraçando carinhosamente o "seu menino" , pode considerar-se uma raridade e uma demonstração do imenso afecto que tinha por "Nené" , uma vez que se sabe que só muito raramente o "pai" Palma aparecia em eventos públicos , incluindo corridas . Tal como acontecia com um outro grande senhor dos automóveis , Enzo Ferrari .
No "armazém" , o Lotus de "Nené" e um dos Porsche 908 , em fundo
Uma fase da corrida , em que Luís Pereira Bueno , em Porsche 908/2 é perseguido por Reinhold Joest , em Porsche 908/3 . Este último viria a ser o vencedor .










Tragédia em Vila do Conde

Sábado , 26 de Agosto de 1972 . Às 16,30 dá-se início aos treinos para a corrida de Fórmulas V e Ford , em que participam Ernesto Neves , com o Lotus 69 , e Luís Fernandes , com o Lotus PLT , entre outros . Logo na primeira volta , ao chegar à "curva do rio" , Luís Fernandes perde o controle do seu carro e este mergulha , desgovernado , no rio Ave . Apesar da relativa rapidez dos socorros , o piloto foi retirado da água já sem vida , tornando-se na primeira vítima fatal de uma corrida de automóveis  em Vila do Conde . Sintomaticamente , o jornal local  "Renovação" , órgão oficioso do partido único , ANP , sempre tão expressivo quando se tratava de anunciar as corridas , não escreveria uma única palavra sobre os resultados desta prova e , muito menos , sobre o acidente de Luís Fernandes .  "Nené" seria  o vencedor da Fórmula Ford e da corrida de Grupos 3 ,4 e 5 , com o Lotus 62 . No Grupo 1, o Camaro começou a "fumegar" e , literalmente , "arrastou-se" até ao final , para frustração dos milhares de adeptos vilacondenses, nada habituados a ver o seu ídolo andar tão devagar . Mas a ocasião não era para festejos e celebrações , como se verifica pelo "ar" sombrio de Ernesto Neves enquanto "carrega" as suas tristemente conquistadas coroas de louros . Aliás , "Nené" não compareceu à cerimónia de entrega dos prémios e , em consequência ,os respectivos troféus ... desapareceram ! E esta seria a última vez que o grande campeão correria em Vila do Conde , confirmando o velho ditado que diz que "uma desgraça nunca vem só" .


Luís Fernandes , ao meio , foi também um vencedor e uma figura marcante no panorama do automobilismo desportivo em Portugal . A sua memória ficará para sempre ligada ao circuito de Vila do Conde , quer pelo seu desaparecimento quer pelas vitórias que aí conquistou .

Simulação

Curiosíssima simulação que representa um Lotus de Fórmula a dar duas voltas ao circuito de Vila do Conde e que nos dá uma ideia aproximada da perspectiva que Ernesto Neves tinha quando ali pilotava o seu Lotus 69 Novamotor , como aconteceu em 1972 .

Déjà Vu

Segue-se a Rampa da Senhora da Graça , também conhecida por Rampa do Targa , e os resultados repetem-se . Vitória em Grupo 1 , com o Camaro , idem  idem , aspas  aspas na Fórmula Ford e nos Grupos 3,4 e 5 , com o Lotus 62 , sendo que aqui o record anterior foi batido por 14 (!) segundos . Os títulos dos jornais são elucidativos : « Ernesto Neves pela quarta vez» ou ainda «Da invencibilidade de "Nené" à decadência dos fórmulas» , passando por «Camaro / "Nené" , cocktail imbatível » .

Três Vezes Penha

A Rampa da Penha , disputada perto de Guimarães , constava de um percurso de cerca de 3,300 metros de estrada estreita , quase toda ela construída em "empedrado" , o que proporcionava um desafio adicional aos pilotos e um teste bastante duro para as mecânicas , nomeadamente as suspensões . Na prova de Fórmulas havia poucos concorrentes e "Nené" venceu sem oposição , levando o Lotus 61M ao primeiro lugar , com mais de 8 segundos de vantagem sobre o segundo classificado . Em Grupo 1 , o Camaro não deu hipóteses , apesar de mal "caber" na pista . Vitória folgada e record melhorado em 8 (!) segundos , o que é algo de extraordinário . Finalmente , na prova dos grupos 3,4 e 5 , havia expectativa para ver até onde poderia ir o Chevron B21 ex-Roger Heavens , agora com as cores do Team BIP e tripulado por Carlos Gaspar . Mas aí , também , Ernesto Neves mostrou a sua enorme classe ao deixar o segundo classificado , o Porsche 907 de Carlos Santos , a quase 5 segundos . Por seu lado , Carlos Gaspar teve que se contentar com a terceira posição , a 7 segundos do líder . No final , Ernesto Neves declarava que «o carro de Gaspar , o Chevron , é muito superior ao meu , mas só o Carlos poderá explicar esta diferença tão exagerada nos tempos » . Por seu turno , o piloto do Norte dizia que « o Nené reune um conjunto de factores totalmente favoráveis , de que resulta ele render 100% . Conhece bem o carro e a rampa e a sua prática neste tipo de prova também é um factor importante».

O Ponto de Encontro

Vila Real era o "ponto de encontro" dos adeptos portugueses com o automobilismo europeu , a única vez na época em que era possível ver em acção alguns dos carros e pilotos que participavam nos principais campeonatos internacionais e , até certo ponto , estabelecer termos de comparação com os melhores portugueses , como Carlos Gaspar , por exemplo , que seria o grande favorito para a corrida principal , ao volante do Lola T280 do team BIP . No entanto , seria Ernesto neves , uma vez mais , a fazer a festa . Começaria por vencer a corrida de Grupo 1 , com o Camaro Z28 , apesar da chuva que muito complicava o controle do pesado Chevrolet e que levou César Torres a proclamar o conjunto como "carro grande , piloto enorme" . No final , "Nené" deixou o segundo classificado ( Carlos Santos , em BMW ) a quase minuto e meio de distância . Já na Fórmula Ford ocorreu um pequeno "drama" , devido à recusa do nosso campeão em participar na corrida , a menos que lhe fosse pago o mesmo prémio de alinhar que foi atribuído aos concorrentes estrangeiros inscritos nesta prova , cerca de cinco contos , em moeda antiga . Como a organização não pagou , "Nené" não correu , para desespero dos seus milhares de fãs  mas , em compensação , veria o seu amigo Artur Passanha  receber a coroa de louros do vencedor . Finalmente , na corrida principal , Ernesto Neves consegue o prodígio de classificar o pouco competitivo Lotus 62 na terceira posição da grelha , batendo uma série de Chevrons B21 e Lola T290 , entre outros . No entanto , a embraiagem do Lotus acaba por ceder , durante a corrida , levando ao seu abandono .


Serenata à chuva ...

"Nené" faz uma partida brilhante , mas o motor Cosworth DFV 3 litros do Lola de Carlos Gaspar rapidamente iria impor a sua lei . No entanto , seria o Lola T290 de Claude Swietlick a vencer a corrida .

Magister Dixit

A estrada da Serafina , às portas de Lisboa , era um dos locais favoritos para os  "fanáticos" dos automóveis da capital testarem o seu talento e as suas máquinas , improvisando verdadeiras corridas ao longo da rampa , enquanto as autoridades fingiam que não viam . Uma vez por ano , porém , a rampa mudava de nome ,  chamava-se Monsanto , e era completamente legal subi-la de acelerador a fundo  , mas tal exercício só era recomendável a quem sabia da "Arte de bem conduzir estrada acima" .
Mais de uma centena de concorrentes apresentou-se à partida para a Rampa de Monsanto , onde Ernesto Neves vai produzir mais uma exuberante demonstração de talento , vencendo de forma absolutamente categórica os três agrupamentos em que participou  ( Grupo 1 , Grupos 3,4 e 5 , e Fórmula Ford ) ,  pulverizando , pelo caminho , o record absoluto da prova . O "festival" começou no Grupo 1 , onde "Nené" , com o Camaro Z28 , "deu" quase três segundos ao melhor classificado da concorrência , formada por nomes como Bernardo Sá Nogueira , "Nicha" Cabral , Carlos Santos , Melville , e muitos outros . Na Fórmula Ford a história repetiu-se e o segundo classificado ficou a quase 2 segundos , enquanto que o Lotus 62 "esmagava" os Porsche 907 e 906 de Carlos Santos e Américo Nunes , respectivamente , na prova de Grupos 3,4 e 5 .
Explica Ernesto Neves :  « Esta rampa é muito curta e tem uma recta grande que é quase metade da sua extensão total . Tem meia dúzia de curvas mas que , de qualquer maneira , não deixam de marcar uma certa diferença entre os que andam e os que não andam . No meu Lotus 62 só faço três mudanças para efectuar todo o percurso . Isto é significativo . »
Magister dixit .



O Santuário

Nada tem a ver com Fátima , muito embora ficasse situado bem perto da igreja com esse mesmo nome , em Lisboa . Este "santuário" ficava situado nas oficinas de Palma & Morgado , lugar de "devoção" e de "peregrinação" obrigatória para todos os apaixonados pelo desporto automóvel em Portugal , nos anos 60 e 70 . Era também aqui que os carros de Ernesto Neves e de outros pilotos da época eram preparados , como aqui se dá conta através desta reportagem publicada no "Motor" dias antes da estreia da pista do Estoril . A azáfama era total e as imagens "falam" por si . Repare-se na impressionante quantidade de coroas de louros com que "Nené" e seus amigos decoravam o local .


Ainda o Estoril

Partida para a corrida de Grupo 1 , vendo-se o BMW 2002 tii de Carlos Santos a tomar a liderança , seguido por Bernardo Sá Nogueira , em Alfa Romeo GTV , e "Nicha" Cabral , em BMW 2002 . O Camaro de "Nené" vem a seguir , mas não terminaria a prova , por avaria .

O Camaro aproveitava todos os milímetros de pista , mas ainda não "chegava" para os BMW


O Lotus 69 Fórmula 3 em plena acção , na parabólica .
Vê-se bem na tampa de vávulas, a marca da Vegantune, que elaborou o motor deste 69. Foi alugado pelo Jeff Uren ao australiano Ross Ambrose ( Carlos Guerra )